Juro nos EUA pode sofrer novas altas, aponta BC
Os integrantes do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve norte-americano (FOMC) concordaram, no mês passado, que novas elevações das taxas de juro de curto prazo poderão ser necessárias para combater a inflação, mas, tendo em vista as incertezas sobre as condições da economia, decidiram não citar um possível aperto monetário como a única alternativa.
"Firmar ainda mais a política poderá mostrar-se necessário para fomentar uma inflação mais baixa", destaca o documento da reunião, realizada em 20 e 21 de março. "Mas, à luz da maior incerteza quanto às perspectivas tanto do crescimento como da inflação, o FOMC também concordou que o comunicado não deveria mais citar apenas a possibilidade de aperto adicional", ressalva a ata.
Para os participantes da reunião, os riscos de desaceleração da economia "cresceram nas semanas desde a reunião de janeiro e as últimas informações trazem algumas dúvidas sobre se o núcleo da inflação estava no esperado caminho de uma redução", destaca o documento.
O FOMC manteve a taxa dos juros básicos (Fed Funds, em inglês) inalterada em 5,25% em suas últimas seis reuniões (desde agosto do ano passado). Na reunião de março, porém, os integrantes do comitê deixaram de fazer a referência, que era constante nos comunicados anteriores, quanto à possibilidade de a instituição voltar a elevar as taxas de juro. Eles preferiram dizer que "ajustes futuros da política dependerão da evolução das perspectivas, tanto da inflação como do crescimento econômico".
Imóveis
O documento também afirma que "os declínios na atividade de construção de residências continuaram a pesar na atividade em geral e os investimentos das empresas desaceleraram-se consideravelmente ao longo dos vários meses precedentes, especialmente nas áreas de equipamentos usados para construção e veículos. Contudo, os gastos dos consumidores haviam se elevado apreciavelmente no início do ano e a demanda por mão-de-obra continuou a se expandir, embora a um ritmo algo menor do que no ano passado. Enquanto isso, a elevação do núcleo dos preços ao consumidor em 12 meses permaneceu elevada em comparação com seu ritmo de um ano antes". As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agencia Estado - Renato Martins
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