Bolsa ganha 0,68% e bate recorde; dólar sobe 0,2%
Após cinco pregões seguidos de alta, a Bolsa de Valores de São Paulo já acumula valorização de 2,99% neste mês. Ontem, foram mais 0,68% de ganhos, que levaram o índice Ibovespa a inéditos 47.174 pontos. No ano, a Bolsa paulista registra alta de 6,07%. O dólar interrompeu seqüência de baixas e teve elevação de 0,20% hoje. Mas se manteve no patamar mais baixo dos últimos seis anos, ao terminar vendido a R$ 2,029.O risco-país brasileiro, após atingir sua mínima cotação histórica ontem (156 pontos), subiu um pouco ontem, marcando 158 pontos no fim das operações. Essas elevações não significam uma mudança de rota no câmbio e no risco-país, mas apenas uma correção devido aos baixíssimos níveis atingidos nos últimos dias, avaliam profissionais do mercado. O cenário internacional não trouxe surpresas ontem, o que favoreceu o dia tranqüilo. Em Nova York, o índice Dow Jones teve alta moderada, de 0,04%. A Bolsa eletrônica Nasdaq subiu um pouco mais, 0,34%.Na Europa, os destaques ficaram com as Bolsas de Milão (0,97% de ganhos), Frankfurt (0,94%) e Londres (32%).Hoje haverá a divulgação da ata da última reunião do Fed. Se trouxer novidades, o documento pode agitar os negócios financeiros pelo mundo. Na cena doméstica, será conhecido o IPCA (índice de preços utilizado para monitorar a meta de inflação) de março. No mercado de câmbio brasileiro, comentou-se ontem a possibilidade de o BC alterar sua forma de atuar para tentar conter a apreciação do real. Ontem, o BC fez pesquisa para a realização de um leilão de ´swap cambial reverso´ amanhã. A princípio, o leilão será realizado apenas para a rolagem de um lote de US$ 840 milhões desses contratos que vence no começo de maio. Alguns analistas defendem a colocação de um montante maior de contratos de ´swap cambial reverso´, que têm efeito de compras de dólares no mercado futuro. O mecanismo pode ajudar a evitar que o dólar caia para níveis ainda mais baixos.Quem chamou a atenção no pregão de ontem da Bovespa e se destacou no topo das altas foram as ações de empresas de telecomunicações. Especulações sobre a possibilidade de o governo modificar a regulamentação do setor e facilitar fusões entre as teles alimentaram as altas. A ação ON (ordinária) da TIM Participações liderou as valorizações, com alta de 8,55%. Também com destaque apareceram Telemar PN (4,78% de alta) e Brasil Telecom Participações (2,56%). Os comentários estão tão fortes que a Brasil Telecom e a Telemar enviaram comunicados à Bovespa negando que estejam em negociações.
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